“Dizem que a cada batida do seu coração é Deus dizendo que te ama. Já parou pra pensar quantas vezes ele te disse isso hoje” ?
Eu aprendi que quando as pessoas realmente gostam de você, elas voltam.
Dizer “nunca” não significa que nunca vai acontecer. E dizer “para sempre” não significa que nunca vai acabar.
Uns dias atrás resolvi dar uma faxina geral na minha mala.Percebi que ela estava pesada demais para continuar carregando. Quando a abri, percebi que não mexia nela a muito tempo, que estava tudo muito bagunçado. Eu só abria, colocava uma coisa nova, fechava e continuava. Lembrei que nos últimos meses coloquei coisas demais. Meio que “soquei” as coisas lá dentro porque tudo acontecia muito rápido. Coloquei-a no chão, abri completamente e fui colocando todas as coisas uma ao lado da outra. Achei cada coisa, coisas de anos atrás. Coisas que nem lembrava que tinha que ficavam lá no fundo e que se talvez eu não estivesse vendo-as nunca mais lembraria. Foi um turbilhão de emoções. Parecia que havia levado um soco no estômago tão forte que não conseguiria falar por um bom tempo. Respirei fundo, segurei as lágrimas, e comecei a olhar, coisa por coisa. Percebi que além da mala, eu precisaria de um lixo, e de duas caixas. Peguei tudo que precisava e voltei a olhar tudo. Comecei com as coisas superficiais, como os enfeites, brinquedos, cadernos, roupas. O que eu não precisava coloquei no lixo. A medida que ia passando as coisas se tornavam mais importantes, eram sentimentos, pessoas, acontecimentos, histórias. Fiz seis fileiras em minha frente. Dei o nome a elas de sentimentos bons, sentimentos ruins, pessoas pra se lembrar a vida toda, pessoas para se esquecer, momentos bons ou que me ensinaram algo e outra de momentos para se esquecer. Fui classificando tudo que via a minha frente. Após isso, peguei os sentimentos ruins, as pessoas para se esquecer e os momentos para se esquecer. Coloquei-o em uma caixa preta e menor. Fechei-a com um cadeado e joguei a chave fora, não queria mais ter nenhum contanto com aquilo na minha vida. Peguei outra caixa, dessa vez uma colorida. Nela coloquei os sentimentos bons, as pessoas pra lembrar a vida toda e os momentos bons. Deixei-a entreaberta e a coloquei um canto da minha mala, para que estivessem sempre por perto, pois achava que em algum momento, precisaria dela. A minha surpresa foi a leveza que tive ao fechar a mala e tentar caminhar de novo, parecia algo novo, e uma alegria tomou conta de mim. Sabe por que eu fiz isso? Porque chega momentos na vida em que a bagagem se torna tão pesada, que é impossível dar um passo sem cair ou chorar. É aí que chega a hora de analisar, verificar o que ainda tem valor e o que não tem mais. Aquela sua amiga de infância foi importante, porém tu não pode viver a vida em função disso. Ela continuou a vida dela sem você, tu também pode. Aquele amor da sua vida, não era realmente a pessoa certa. Quer dizer, até podia ser, mas para aquele momento. Você precisa perceber, que o amor da sua vida, vai ser a pessoa que vai te fazer feliz pra sempre e não só por uma estação. Aquelas coisas velhas foram sim importantes pra ti, mas é impossível continuar se não supera-las. O x da questão é tirar um tempo para se fazer uma “faxina” em sua mala. Jogar fora as coisas ruins e ceder lugares para as coisas boas que ainda virão. No fim do dia me senti feliz, me senti bem, porque fui capaz de perceber isso tudo.Fui capaz de ver a importância de algumas pessoas e coisas na minha vida e mesmo assim seguir em frente, sabendo que era a hora de renovar e que novas coisas seriam colocadas e ficariam ali até o momento da nova arrumação. As melhores coisas não são as passageiras. São as que você percebe que não importa as várias arrumações que você fizer, que em todas elas voltarão para o mesmo lugar na sua mala, e consequentemente caminharão ao seu lado, dia após dia durante sua vida. È nelas que se encontra o verdadeiro motivo da felicidade. [c-allgirl]